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Câmara aprova acordo histórico entre Mercosul e União Europeia

  • 27 de fev.
  • 2 min de leitura
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, considerado um dos tratados comerciais mais amplos já negociados pelo Brasil. O texto segue agora para análise no plenário da Casa e, posteriormente, para o Senado Federal.
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, considerado um dos tratados comerciais mais amplos já negociados pelo Brasil. O texto segue agora para análise no plenário da Casa e, posteriormente, para o Senado Federal.

O acordo, negociado ao longo de mais de duas décadas, prevê a redução gradual de tarifas de importação e exportação entre os dois blocos, que juntos representam um mercado de aproximadamente 700 milhões de pessoas e cerca de um quarto do PIB global.

A proposta estabelece cronogramas diferenciados para abertura de mercados, permitindo períodos de adaptação para setores considerados sensíveis, como a indústria automobilística e o setor de máquinas e equipamentos.

Pelo lado brasileiro e dos demais membros do Mercosul — Argentina, Paraguai e Uruguai — a expectativa é ampliar o acesso a mercados europeus, especialmente para produtos do agronegócio, como carne bovina, frango, açúcar, etanol e suco de laranja. Já para a União Europeia, o tratado facilita a entrada de bens industrializados, produtos farmacêuticos, veículos e serviços no mercado sul-americano.


O texto também inclui capítulos sobre compras governamentais, propriedade intelectual, regras sanitárias e fitossanitárias, além de compromissos ambientais. A cláusula ambiental é um dos pontos mais debatidos, pois prevê obrigações relacionadas ao Acordo de Paris e mecanismos de monitoramento sobre desmatamento e sustentabilidade.


Parlamentares favoráveis argumentam que o acordo fortalece a imagem internacional do Brasil e amplia oportunidades de investimento. Já críticos alertam para possíveis impactos sobre a indústria nacional e para a necessidade de garantias mais rígidas de proteção ambiental e social.


Outro ponto relevante envolve a modernização de regras alfandegárias e a simplificação de procedimentos burocráticos, o que pode reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade das exportações brasileiras. Especialistas em comércio exterior avaliam que, se implementado de forma eficiente, o acordo pode gerar aumento no fluxo comercial bilateral e atrair capital estrangeiro direto para setores estratégicos da economia.


Após a aprovação na comissão, o texto ainda precisa passar por votação em plenário e ser ratificado pelo Senado. Paralelamente, cada país membro da União Europeia também deverá concluir seu processo interno de aprovação. Caso todas as etapas sejam cumpridas, o tratado poderá entrar em vigor gradualmente, conforme o cronograma estabelecido.

A votação na comissão representa um avanço significativo para a política externa brasileira e sinaliza prioridade do governo e do Congresso na ampliação das relações comerciais com parceiros estratégicos da Europa.


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